Poéticas da relação: fascias, rizomas e deep body listening

Co-convocadorxs: Isabelle Elizéon (Université Bretagne Occidentale, Compagnie Lasko) e Dimitri Tsiapkinis

Descrição: No nosso trabalho—que queremos transdisciplinar—procuramos sintetizar estes três aspectos constituindo os nossos interesses, nossas identidades e nossas urgências investigativas pessoais.

Através desta postura, pretendemos atravessar os espaços da fronteira, entendidos como limites em direção ao transbordamento, um in-between, e finalmente uma dinâmica para estabelecer uma Poética da Relação (evocando o pensamento do poeta e filósofo Édouard Glissant).

Através da exploração das noções de fronteira, do limite e dos espaços intermediários, pretendemos iniciar no nosso trabalho uma dinâmica de de-territorialização, tal como conceptualizada pelo filósofo e psicanalista Félix Guattari.

Partiremos assim de um espaço comum no qual trabalharemos com um máximo de 20 pessoas. Nossa metodologia é acima de tudo experimental, baseada na exploração do sensivel.

Nosso objetivo é propor um espaço de conscientização através da sensibilidade e da experimentação das relações particulares que temos entre indivíduo ~ corpo ~ espaço ~ ambiente. É também percorrer a interioridade, a intimidade profunda e o imaginário que depois entram em jogo numa relação que poderia ser descrita como micro~macro, individual~colectivo. Nesses espaços vamos propor exercícios corporais baseados na prática do movimento, dança contemporânea e exploração dos fascias. Vamos depois abrir para situações de improvisações em solo e em grupo afim de attravessar essas relações corpo~espaço~ambiente.

A conclusão deste laboratório permitirá de abrir um espaço para narrar colectivamente esta experiência da fronteira através do corpo e da palavra. Os espaços por onde passamos poderão então ser pensados como paisagens e não mais como territórios.

As perguntas que serão abordadas no final da sessão serão: quais metamorfoses, quais mudanças permanênciam na experiência vivida, na relação consigo mesmo, com o outro, nas motivações e sensações que surgiram ? Como a experiência íntima pode ajudar a aumentar a consciência da fronteira e da sua possível travessia?

Isto com o objetivo de construir uma arquitetura horizontal, desenhada por uma rede múltipla (os rizomas) – como as fascias podem ser – afim de inventar uma Poética da Relação.

O que está acontecendo no momento em todas as partes do mundo, e o que está acontecendo nos EUA, nos reforça na ideia de que a utopia de uma Poética de Relação é vital.

Sobre xs convocadorxs: Isabelle Elizeón é pesquisadora em artes cênicas, ciências das artes e artista (diretora de palco e dramaturga). Dimitri Tsiapkinis é pedagogo, coreógrafo e fasciaterapeuta.

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